03 setembro 2009

Atentendo a insistentes pedidos, vou contar (hihihi)

Um casal de amigos dela* tinha feito as reservas para essa segunda, no Bar Brahma. Por algum motivo, desistiram e ofereceram à ela a reserva. Ela me ligou e eu topei na hora. Era pegar ou largar. Peguei. Fui, e gostei muito. Gostei da intimidade do local, da proximidade da nossa mesa com o pequeno palco, da postura do artista. Amei o repertório. Quando ele canta Chico, especialmente "Bastidores" é um arraso. Um delírio e não tem pra ninguém.

Cauby, Cauby. Você é demais. Nem é do meu tempo, mas é simplesmente adorável. Educado, gentil, e aos 78 anos ainda canta pra caramba.
Acredite se quiser. Ele olhou diversa vezes pra mim*. Mas cá pra nós, eu era de longe a mais agitada de todas as presenças. Hohoho. É que ele me emocionou muito. Ele entra cantando Love is all, e amparado e sobe os três degraus que o levam ao palco, com dificuldade. Canta sentado. Levanta só na hora de "Conceição", que ele nem aguenta mais cantar, mas nem espera o público pedir, vai logo cantando.

Foi uma noite linda no calor de São Paulo. O centro de São Paulo realmente tem algo que mexe com a gente, e como diria Caetano, alguma coisa acontece no meu coração...
Quero voltar ao Bar, quero rever Cauby. Muito bom mesmo.
.
*MO
**Fiz vários filminhos e dá pra ver ele falando comigo. Emocionante.
***O vaso de flores artificiais encheram minha paciência. Arebaba. Às vezes eu via o vaso e os "cabelos" dele, apenas.


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