27 agosto 2009

Animada.

Sei que o post não vai ficar muito bom, estou cansada e com sono, mas estou doida pra contar.
Marquei a minha cirurgia pro dia 14 de setembro próximo.
Adorei o médico. Empatia total.
Ontem no Jô Soares tava o Luiz Fernando Guimarães e ele fez a mesma cirurgia que eu vou fazer.
Disse que os médicos não queriam operá-lo porque ele era muito novo.
E ele dizia: mas exatamente por eu ser novo, é que eu preciso andar, meu amigo. Andar, dançar, eu preciso disso agora, já.
Operou e ficou zero bala. E ele é mais jovem que eu. (geralmente quem faz essa prótese é sempre mais velho)
Eu, vendo o Luiz Fernando contar no Jô, lembrei que quando já estava tudo definido, e eu mais tranquila, falei pro médico:
-Dr. o sr. imagina o que é uma mulher sem salto? Uma mulher que não pode dançar?
E ele sorriu dizendo que eu voltaria a usar meus saltos e a dançar. Arebaba!
Vocês me conhecem bem.
Saí da clínica tão animada e bem humorada, que o manobrista ficou me olhando e eu disse:
-O sr. já viu alguém toda fudida, rindo como eu?
Ele ficou meio espantado, mas falou:
-Ora, dona... o que não tem remédio, remediado está. Melhor rir do que chorar. "Estimo" as melhoras e vá com Deus.
Não é uma graça? Hoje voltei lá para pegar a documentação e instruções e ele me perguntou todo gentil:
-Está melhor hoje?
-Continuo fodida, mas estou melhor que ontem.
-E cadê o carro?
-Ah, o meu filho me trouxe.
-Vá com Deus!
Essas pequenas/grandes coisas me animam muito.

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